A equipe multidisciplinar do Núcleo de Mediação Comunitária retornou o trabalho nos bairros para divulgar o projeto.
PROJETO: parceria entre Urcamp, Prefeitura e Governo Federal
Desde a semana passada, o grupo realiza a primeira amostragem de uma pesquisa de vitimização para realizar o mapeamento dos problemas das comunidades da Balança, do Prado Velho, Habitar Brasil e Morgado Rosa. A mediação comunitária funciona como uma forma não judicial de resolução dos conflitos interpessoais nas comunidades.
As psicólogas, advogadas, e assistentes sociais realizaram visitas domiciliares, fixando cartazes e distribuindo folders para informar sobre o Projeto de Justiça Comunitária. Uma das coordenadoras do projeto, a professora Lourdes Helena Martins da Silva explica que a equipe tem sido bem recebida pelos moradores. ”A finalidade é não apenas construir uma cultura da paz, com a solução mais breve dos conflitos do cotidiano, mas democratizar o acesso à informação sobre os direitos fundamentais, o que termina por conferir maior autonomia às pessoas, viabilizando o exercício da cidadania”, explica.
Com a ação, as profissionais pretendem despertar o interesse da comunidade, e explicar os diversos benefícios da mediação comunitária. Na próxima semana as integrantes da equipe retornam aos bairros para dar continuidade às visitas domiciliares. Lourdes destaca a importância da política pública que contempla o projeto, e afirma que a equipe multidisciplinar tem concretizado importantes estratégias na implantação da Mediação Comunitária.
O projeto é uma parceria da Prefeitura de Bagé, Universidade da Região da Campanha (Urcamp), e Governo Federal, através do Ministério da Justiça. O projeto “Mediação Comunitária e Assistência Jurídica a jovens em conflito com a lei: prática transformadora na busca da cidadania” é financiado pelo Pronasci - Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania. Até o fim do ano será investida a soma de R$ 1 milhão na proposta.
O Núcleo de Mediação Comunitária oferece vagas para seis estagiários dos cursos de Psicologia, Direito, Serviço Social e Ciências Sociais. Conforme a coordenadora, tanto os estagiários, quanto os agentes comunitários serão selecionados através de concurso público. “Os agentes comunitários são moradores dos bairros da Balança, Prado Velho, Habitar Brasil e Morgado Rosa, deverão atuar no esclarecimento nos direitos das partes, encaminhando à equipe multidisciplinar os casos em que seja possível a realização da mediação”, explica. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no Protocolo da Urcamp até o dia 16 de março.
Fonte: http://www.jornalminuano.com.br/noticia.php?id=59413











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