Eles receberam orientações da equipe multidisciplinar do projeto sobre direitos humanos, código do consumidor, Estatuto do Idoso, Lei Maria da Penha, e os próprios casos passíveis de mediação. O encontro durou todo o dia e fez parte do Curso de Qualificação Profissional da BM.
Uma das integrantes da equipe da Medição Comunitária, a advogada Márcia Colman, entende que a capacitação auxilia no desenvolvimento do projeto na comunidade. "A capacitação melhora a abordagem nas comunidades, a visão de onde a mediação pode atuar. Não que a BM não faça o trabalho dela, mas vão nos passar as tarefas viáveis", esclarece.
O Núcleo de Mediação Comunitária é um projeto do Ministério da Justiça em parceria com a prefeitura e Universidade da Região da Campanha (Urcamp). A iniciativa funciona desde julho e já atendeu 740 moradores de cinco bairros da zona leste da cidade. A advogada destaca que os casos mais comuns na mediação são conflitos familiares, entre vizinhos e procura para orientação judicial.
Nesses casos, quando há acompanhamento, o número de atendimentos salta para 864 mediações. O núcleo presta atendimento nas terças-feiras à tarde no Prado Velho, na E.M.E.F. Vereador Carlos Mário, e às quartas-feiras pela manhã no bairro Morgado Rosa, na E.M.E.F. Maria de Lourdes Molina. Ontem, os militares receberam palestras de três advogados do projeto, duas psicólogas, e um capitão da BM.
Para o sargento Ricardo da Silva Lemos, a atualização é importante. "O policial é um mediador de conflitos, no dia a dia ele pode encaminhar diversas situações. A gente pode simplificar o processo", explica. Lemos lembra também que isso favorece a atuação da polícia na cidade. "Teoricamente, se tu simplificares esses conflitos, fica com maior número de policiais e viaturas para atuar no policiamento ostensivo", disse.
Fonte: http://www.jornalminuano.com.br/noticia.php?id=66628

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